Montarias a Minha Doença

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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  Luis Silva em Qui Set 12, 2013 2:48 pm

Caro GPinelas,

Para mim a única solução, seria nacionalizar a maior parte da serra. É radical? Eu sei que sim, mas para problemas extremos, soluções extremas. Acabar com todas as ZCM que por ali há e que se apropriam ano após ano de um bem nacional e altamente valorizavel.
A seguir era nomear, de forma isenta, uma gestão privada, profissional e vocacionada a gestão de recursos cinegéticos.
Qualquer veado medalhavel da Lousã, equipara-se em termos de valores, a qualquer veado da Europa. Porque não valorizar o que temos de bom em termos turísticos, e reverter uma percentagem do valor para os proprietários dos terrenos e dos latifúndios que por lá se encontram?

Pessoas? Várias... E teriam de ser mesmo várias a colaborar conjuntamente e a valorizar algo que é de todos.

Como não há coragem (vulgo vontade), continuamos a assistir a uma delapidação de toda a serra com eventos pouco éticos, abatendo-se animais de grande valor por "tuta e meia", permitindo compadrios e favores de amizade e não se aproveitando outros animais que por lá vivem e trazem com certeza, mais valor a Serra.

Vivemos num pais de oportunismo e egoísmo, e como tal o que existe na minha terra é meu... O que na realidade não é verdade.

Luis Silva

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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  GPinelas em Sex Set 13, 2013 3:48 pm

Luís Silva

Aquilo que sugere poderia ser de facto uma solução para o ou os problemas ali existentes e que, de certa forma, são os mesmos que existem um pouco por todo o lado, nomeadamente numa grande maioria das nossas “zc” e no que concerne às suas práticas, na minha opinião, fruto de uma quase insanável relação com o regime cinegético vigente em Portugal. E, se a isto adicionarmos o tal oportunismo e egoísmo, penso que o efeito produzido será mais ou menos semelhante aquele após bebermos uns “shots” de “golden strike”… Very Happy 

Estou inteiramente de acordo consigo quando diz que para alguns problemas extremos, soluções extremas. Todavia, percebendo a sua inquietação e até corroborando a sua opinião de que a gestão cinegética naquela serra não estará de acordo com o desejável, que não está, diga-se, permita que lhe pergunte também o seguinte:
O Luís Silva está convencido que nacionalizando a serra, acabando com as ditas “zcm” e com uma gestão privada resolveria o assunto, tanto mais quando nos diz que vivemos num país de oportunistas e egoístas Question  

Abraço.

GP
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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  Luis Silva em Qui Set 19, 2013 4:44 pm

Caro GPinelas,

Desculpe o atraso na resposta, mas como já tive oportunidade de lhe dizer, não sigo estes foruns com a regularidade que gostava. O trabalho, e diga-se de passagem, por vários motivos, a vontade por vezes também não é muita. Mas como estamos aqui os dois em diálogo e o seu texto é totalmente direccionado à minha pessoa, aqui estou eu a responder. "Mais vale tarde que nunca..."

Eu compreendo onde quer chegar, principalmente vivendo no país onde vivemos. No entanto, se as regras fossem seguidas à linha, este modelo poderia e pode vingar sem qualquer dúvida. Dúvidas todos teremos, no entanto, teremos sempre que dar o benefício da dúvida quando algo muda, mesmo que mais tarde percebamos que o "traseiro mudou... mas a trampa é a mesma!" (Passo a expressão...)

Não podemos continuamente colocar tudo e todos em dúvida, porque dessa forma, a mudança para melhor nunca será possível e fica tudo na mesma. Ficar tudo na mesma é algo inconcebível, pois levará, num futuro mais próximo do que imaginamos, à degradação total de um património que pertence a todos e deve ser valorizado.

Para mim os veados na Lousã, deveriam ser como um Depósito a Prazo... O estado investe na sua criação e preservação e no fim com o abate, receberá os seus juros. É uma visão mercantilista? É, eu sei... Mas é a solução utilizada em muitos outros países, alguns de 3 mundo (pergunto se o nosso não o é já?!), com grandes e efectivos resultados.

Cumprimentos,

LS

Luis Silva

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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  podengos&coelhos em Qui Set 19, 2013 6:38 pm

Luis Silva escreveu:
Para mim os veados na Lousã, deveriam ser como um Depósito a Prazo... O estado investe na sua criação e preservação e no fim com o abate, receberá os seus juros. É uma visão mercantilista? É, eu sei... Mas é a solução utilizada em muitos outros países, alguns de 3 mundo (pergunto se o nosso não o é já?!), com grandes e efectivos resultados. LS
O problema é que a Troika quer tudo para ontem!Evil or Very Mad 

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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  manuel cheta em Qui Set 19, 2013 7:24 pm

É simples de resolver! Privatizam a serra, os preços da bicheza dispara em que só os grandes lá chegam, os da zona revoltam-se e furtivam.....................................arranjem maneira da caça ser para todos!

Abraço

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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  Luis Silva em Qui Out 03, 2013 10:01 pm

Confrade Manuel Cheta,

O problema dos portugueses é acharem sempre que depois só uns é que caçam e outros ficam a ver. Mas na verdade isto que aqui explanei passa-se em muitos sítios na Europa e com grandes resultados e... TODOS CAÇAM!
Pois é, desengane-se, pois se a caça for estruturada e organizada, os locais continuam a caça COM REGRAS e a preços mais em conta, os estrangeiros vêm cá e vêm deixar muita divisa não só na caça como em todos os sectores associados e por fim todas as aldeias e vilas ficam a ganhar porque uma percentagem dessas caçadas seguiria para as freguesias.

O que falo é por experiência, pois já cacei em alguns locais por esse mundo fora, onde o modelo funciona e o furtiivismo é reduzido.

Agora coloca-me uma pergunta... e os portugueses querem ter regras? Pois... isso já não lhe consigo responder. Digo-lhe apenas que a caça e em especial a Caça Maior, enquanto não for vista pelo estado como factor rentavel, nunca lhe dará o devido valor e respeito.

Cumprimentos,

LS

Luis Silva

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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  RUI PERPETUA em Qui Out 03, 2013 11:25 pm

Se eu vivesse numa zona onde tivesse acesso a maravilhosos veados a preço da "uva mijona" e ainda beneficiasse a familia,porque a gestão era a correcta e não a "gestão para o meu cú...nho e dos amigos"...não era furtivo de certeza,era...anti-furtivo,e a familia toda.

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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  GPinelas em Qui Nov 07, 2013 4:08 pm

Luis Silva escreveu:Caro GPinelas,

Desculpe o atraso na resposta, mas como já tive oportunidade de lhe dizer, não sigo estes foruns com a regularidade que gostava. O trabalho, e diga-se de passagem, por vários motivos, a vontade por vezes também não é muita. Mas como estamos aqui os dois em diálogo e o seu texto é totalmente direccionado à minha pessoa, aqui estou eu a responder. "Mais vale tarde que nunca..."

Eu compreendo onde quer chegar, principalmente vivendo no país onde vivemos. No entanto, se as regras fossem seguidas à linha, este modelo poderia e pode vingar sem qualquer dúvida. Dúvidas todos teremos, no entanto, teremos sempre que dar o benefício da dúvida quando algo muda, mesmo que mais tarde percebamos que o "traseiro mudou... mas a trampa é a mesma!" (Passo a expressão...)

Não podemos continuamente colocar tudo e todos em dúvida, porque dessa forma, a mudança para melhor nunca será possível e fica tudo na mesma. Ficar tudo na mesma é algo inconcebível, pois levará, num futuro mais próximo do que imaginamos, à degradação total de um património que pertence a todos e deve ser valorizado.

Para mim os veados na Lousã, deveriam ser como um Depósito a Prazo... O estado investe na sua criação e preservação e no fim com o abate, receberá os seus juros. É uma visão mercantilista? É, eu sei... Mas é a solução utilizada em muitos outros países, alguns de 3 mundo (pergunto se o nosso não o é já?!), com grandes e efectivos resultados.

Cumprimentos,

LS
Caro Luís Silva

Do mesmo modo que se referiu a mim penitenciando-se relativamente ao “atraso” na resposta, agora é a minha vez de lhe pedir desculpa pelo mesmo facto. Até os motivos foram os mesmos…

Ainda bem que você compreende onde quis chegar. De facto o busílis da questão não estará inteiramente no modelo vigente, mas sim, como nos disse e muito bem, no incumprimento permanente e abusivo das ditas regras que o regem ou deveriam reger. Mas também deveremos ter a noção que o dito problema não se confina ou não recai somente nas zonas de caça ou em quem as gere. O problema recai também e de sobremaneira sobre a tutela, mais concretamente sobre as delegações regionais do “ICNF” espalhadas pelo nosso país que, entre outros tantos casos e inexplicavelmente, permite ou sanciona constantemente atos como aquele que deu o mote a esta troca de opiniões.

De um modo genérico também partilho da sua ideia quando nos diz que não deveremos desconfiar de tudo e de todos de modo a não permitirmos uma eventual mudança. Todavia, quando se dá uma, duas, três, trinta, cem, duzentas oportunidades e o resultado, a dita “trampa” (passo também a expressão…) é sempre a mesma, chega a um ponto que até da nossa própria sombra desconfiamos. E na nossa atividade, e o Luís Silva sabe tão bem como eu que, várias oportunidades, sob variadíssimas formas, têm sido concedidas ao longo do tempo para que as pessoas mudem e, consequentemente, as “coisas” também. E o que mudou?

Excetuando alguns casos, nada ou quase nada mudou. Isto desmotiva, cansa e suscita desconfiança…

Em relação aos modelos, o que dizer Confrade Luís Silva?

Todos eles poderão ser bons quando devidamente gizados/pensados e melhor implantados no espaço e no tempo, e todos eles poderão ser maus quando indevidamente gizados/pensados e pior implantados no espaço e no tempo…

Relativamente a este caso, o modelo que o Luís Silva preconiza ou sugere, aliás, já implantado noutros países, nomeadamente em Espanha, na minha opinião poderia ser de facto uma solução viável se implantado em tempo útil e oportuno. Mas não foi. Aliás, nunca foi. E como não foi, agora parece-me difícil que alguém tenha a ousadia e ou vontade de o fazer sem que o mesmo não suscite, no mínimo, mais celeuma/controvérsia e consequente mau estar, pois o tempo não pára e os espaços, as pessoas, são mutáveis.

O confrade Luís Silva falou em nacionalizar. Nacionalizar, neste país, diretamente ou indiretamente, mais tarde ou mais cedo, significa privatizar. E sobre este tipo de privatizações, sobre este tipo de “PPP” no âmbito da caça, o que o tempo me mostrou durante os meus cinquenta anos de existência, confesso que não gostei e continuo a não gostar. Foram e continuam a ser cometidos muitos erros, alguns indesculpáveis, e estamos ainda a pagar por isso. Nem as Tapadas nacionais escaparam…

O estado, irrefletidamente e de uma forma quase aleatória, a pior, diga-se, há muito tempo que remeteu ou despachou os desígnios da caça lusa para uma entidade privada impreparada ou demasiadamente “preparada”, isto para não a adjetivar de outra forma e, neste caso concreto, Confrade Luís, a verificar-se a dita “nacionalização”, agora e com o país falido, como diz e muito bem, também não acredito que o mesmo abandonasse a sua linha de ação inicial e, mais tarde ou mais cedo, não fizesse exatamente o mesmo de outrora. Agora, uma coisa é certa: candidatos cheios de boas intenções e ética (?) não faltam para “tomar de assalto” a Serra e “geri-la de modo a praticar-se uma “boa gestão cinegética” (?), mas, consequentemente, de modo também a que alguém, e são muitos, de um momento para o outro, ficassem ostracizados, ficassem sem as “suas” zonas de caça que, mal ou bem e ao abrigo do regime ordenado vigente, ali criaram e frequentam legitimamente/legalmente, cuja situação, e sejamos realistas, a acontecer, repito, não auguraria bons desfechos com toda a certeza. As casas não se constroem pelo telhado, nem tão pouco é com vinagre que se apanham moscas…

Com isto, também não estou a dizer que a gestão efetuada por uma grande maioria das entidades gestoras privadas das zonas de caça locais e atuais é a melhor ou a mais adequada. Que não é, diga-se. Há muito para aprender e mais ainda para executar, para se fazer. Todavia, se não é a melhor ou a mais adequada, é também porque o nosso estado através da entidade tutelar que regula o sector, repito, não fez e, teimosamente/displicentemente, continua a não fazer um bom trabalho, o trabalho correto e necessário junto das mesmas, junto dos caçadores. E exemplos disso, infelizmente, são inúmeros.

Para concluir, mas convicto que este é assunto que estará muito longe de estar encerrado, quer em termos de discussão, quer noutros aspetos, resta-me apenas dizer-lhe que percebo perfeitamente a sua ansiedade, aliás, de certo modo é a minha também e de muitos outros como nós, mas, Confrade Luís Silva, na vanguarda destes processos, o homem, as pessoas, encabeçam sempre a lista e, quando olho para os registos de bastidor de algumas dessas pessoas presumidamente capazes de elencar supostas “nacionalizações” e consequentes projetos de boas intenções, infortunadamente, mais não vejo que meras ilusões.

Abraço e vamos falando quando o tempo e a vontade nos permitir.

Gilberto Pinelas


Última edição por GPinelas em Sex Nov 08, 2013 11:56 am, editado 2 vez(es)
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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  SPEEDS em Qui Nov 07, 2013 8:08 pm

Pinelas...nem uma virgula caro amigo.

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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  GPinelas em Sex Nov 08, 2013 4:39 pm

Olá Fabio

Amanhã vais á Arrábida aos pig ? Very Happy 

Abraço.
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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  SPEEDS em Sex Nov 08, 2013 6:07 pm

Eu não...nem sei como podia ir, como se fazia para me inscrever?

Sabes o resultado?

abraço

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Re: Montarias a Minha Doença

Mensagem  GPinelas em Seg Nov 11, 2013 3:30 pm

Olá Fábio

Como Tu moras aí perto lembrei-me de perguntar se irias participar. Very Happy 
Pelo que me disseram mataram apenas três pig.
Abraço.

GP

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